O SUPERENDIVIDAMENTO DO CONSUMIDOR E A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO FORNECEDOR[1]

 RESUMO

O Superendividamento é um fenômeno jurídico típico de uma sociedade voltada para o consumo. No entanto, ainda não existe uma norma sobre o endividamento excessivo do consumidor no Brasil. O Projeto de Lei nº 3515/2015 que tramita no Congresso Nacional dispõe de mecanismos para enfrentar o problema inspirado no modelo francês de reeducação. O sucesso do procedimento de recuperação do consumidor depende da participação dos fornecedores de crédito que podem pautar suas ações com base na responsabilidade social empresarial. O objetivo deste trabalho é apresentar a questão do superendividamento e as possibilidades da responsabilidade social empresarial para auxiliar no enfrentamento dessa baixa colateral do consumo

Palavras-chaves: Direito do Consumidor. Superendividamento. Responsabilidade Social Empresarial.

ABSTRACT

Consumer's over-indebtedness has become a major worldwide juridical phenomenon associated to consumption addicted societies. In Brazil there is a legal void in this field; a lack of norms to regulate the perverse consequences of excessive indebtedness by individuals. Presently a French- inspired- re-education-project- of- law aimed at addressing this issue is under consideration by the Brazilian Federal Congress. But the success of over- indebted- consumers- financial- recovery- programs depend on the participation of credit suppliers who should incorporate further ethic and responsible considerations to their personal- credit- decision- making processes. The aim of this work is to raise questions related to personal over-indebtedness issue and to consider modalities of corporate social responsibility to help properly addressing this question of great concern.

Keywords: Consumer Law. Over-indebtedness. Corporate social responsibility.

Leia mais:O SUPERENDIVIDAMENTO DO CONSUMIDOR E A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO FORNECEDOR[1]

Sergio Moro, sua nova crise de instância e a emenda ao Código de Processo Penal

osé Frederico Marques identificava no processo a chamada "crise de instância" ou, como preferia Carnelutti, "crise do procedimento", consistente, nas palavras do mestre italiano, em "um modo de ser anormal do procedimento, pelo qual lhe é paralisado o curso, temporária ou definitivamente"[1]. Também alguns referiam o fenômeno como "crise processual", como era o caso de José Alberto dos Reis, citado por Frederico Marques. Haveria três espécies de crises, a saber: a suspensão da instância, a absolutio ab instantia e a cessação da instância.

Para este trabalho, basta-nos a primeira, quando a crise dá-se de maneira temporária, cessando "o movimento procedimental, sem que a instância se desfaça". Nesse caso, "a instância permanece íntegra e existente", obstando-se, tão-somente, o andamento do procedimento.

Leia mais:Sergio Moro, sua nova crise de instância e a emenda ao Código de Processo Penal

DAS LIMITAÇÕES AO ACESSO À JUSTIÇA APÓS AS ALTERAÇÕES REALIZADAS PELA LEI Nº 13.467/2017

RESUMO: Este trabalho analisa as (in) constitucionalidades trazidas a partir da vigência da nova legislação trabalhista em especial os limites impostos aos trabalhadores no que tange o princípio constitucional do Amplo Acesso à Justiça. Destaca a real situação do processo trabalhista que, em meio às alterações trazidas pela Lei 13.467/2017, provocam inúmeros prejuízos ao trabalhador que, embora a premissa protetiva das normas trabalhistas em face do empregado, tais critérios não foram observados quando da criação dos artigos 790-B, § 4º, 791, § 4º e 844, §§ 2º e 3º, todos da CLT, onde impõem ao trabalhador encargos financeiros ainda que este seja beneficiário da Justiça Gratuita. Desta forma, tem-se que as novas disposições da CLT violam previsões constitucionais, como o Amplo Acesso ao Poder Judiciário, relativizando o benefício da Justiça Gratuita de modo à causar preocupante insegurança no que se refere as relações jurídicas, bem como quando da sua criação, restou inobservado o Princípio da Função Social das normas Trabalhistas, tendo em vista o grave retrocesso social em face do empregado ao passo que agrava a disparidade técnica e financeira já existente entre empregado e empregador.

Palavras-chave: Direito do Trabalho. Processo do Trabalho. Reforma Trabalhista. Lei 13.467/2017. Acesso à justiça.

Leia mais:DAS LIMITAÇÕES AO ACESSO À JUSTIÇA APÓS AS ALTERAÇÕES REALIZADAS PELA LEI Nº 13.467/2017

O QUE TÊM A NOS MOSTRAR AS AUDIÊNCIAS DE CUSTÓDIA?

A Defensoria Pública do Estado da Bahia realizou uma coleta de dados sobre as audiências de custódia na comarca de Salvador, desde o mês de setembro de 2015 até dezembro de 2018, resultando em um relatório minucioso, cujo principal objetivo, segundo consta da própria apresentação da pesquisa, foi fazer uma análise do perfil dos presos e das presas em flagrante delito durante aquele período, "além de questões jurídicas relevantes."[1]

Leia mais:O QUE TÊM A NOS MOSTRAR AS AUDIÊNCIAS DE CUSTÓDIA?

O NOVO CPC, AS NORMAS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS E A SUA ATUALIZAÇÃO AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA CARTA DE 1988

RESUMO: O presente artigo busca demonstrar a processualização dos princípios constitucionais, do contraditório, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana como complementos do devido processo legal, a partir do pensamento neopositivista, a partir do método de pesquisa bibliográfica. Analisa-se, também, a forma como os referidos princípios atuam como orientadores normativos no Código de Processo Civil de 2015 e a forma como visam a um andamento processual mais igualitário e célere.

Palavra-chave: Princípios constitucionais. Contraditório. Ampla defesa. Devido processo legal. Código de Buzaid.

Sumário: 1. INTRODUÇÃO. 2. O NOVO CPC E AS NORMAS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS. 2.1. A constitucionalização do Processo Civil (arts. 1º ao 12º). 3. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO CIVIL. 3.1. Princípio do Contraditório. 3.2. Princípio da Ampla Defesa. 3.3. Princípio da Dignidade da Pessoa Humana. 4. ANÁLISE DA APLICABILIDADE DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS NA JURISPRUDÊNCIA DO TJ-RS E DO STJ. 5. CONCLUSÃO. 6. REFERÊNCIAS. BIBLIOGRÁFICAS

Leia mais:O NOVO CPC, AS NORMAS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS E A SUA ATUALIZAÇÃO AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS...

Mais artigos...

  1. VETORES ESSENCIAIS NA APLICAÇÃO DA TEORIA GERAL DAS PROVAS NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015
  2. Seminário Reforma da Previdência
  3. A PROVA ILÍCITA NO ÂMBITO PROCESSUAL CIVIL
  4. SENSACIONAL!!! ÚLTIMAS VINTE VAGAS!!! II CONGRESSO INTERNACIONAL DE COLETIVIZAÇÃO E UNIDADE DO DIREITO
  5. O ABUSO, O VETO E A MENSAGEM
  6. SENSACIONAL!!! STF suspende decisão que permitia apreensão de livros na Bienal do RJ "A democracia somente se firma e progride em um ambiente em que diferentes convicções e visões de mundo possam ser expostas, defendidas e confrontadas umas com as outras,
  7. II Congresso Internacional de Coletivização e Unidade do Direito
  8. O EQUÍVOCO DO STF AO ANULAR A AÇÃO PENAL NO CASO BENDINI
  9. ANÁLISE JURISPRUDENCIAL ACERCA DA PROVA PERICIAL NO ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
  10. Homenagem ao Professor José Maria Rosa Tesheiner: 85 anos de Vida e 58 anos de Docência Jurídica
  11. Chegando a HORA!!! II Simpósio sobre Aspectos Jurídicos, Polêmicos e Atuais da Transexualidade!!! Dias 30 e 31 de Agosto na IMED em Porto Alegre
  12. O cumprimento de exigências da Previdência no processo de aposentadoria
  13. Crônica De Uma Tragédia Que Se Repete – As Histórias Tristes Das Mulhres Presas No Brasil
  14. Pós graduação em Processo Civil e Formação Prática Forense
  15. FUNDAMENTOS PARA UMA ABORDAGEM CRÍTICA DA TUTELA AMBIENTAL À LUZ DOS ENSINAMENTOS DE MAX HORKHEIMER

Página 1 de 92

ISSN 1981-1578

Editores: 

José Maria Tesheiner

(Prof. Dir. Proc. Civil PUC-RS Aposentado)

Mariângela Guerreiro Milhoranza da Rocha

Prof. da graduação em direito da IMED

back to top